Arouca e sua história
Fruto de várias construções e reconstruções, o actual Mosteiro encontra raiz algures no século X, fundado por dois nobres de Moldes, Loderigo e Vandilo. No século XII, sob orientação de D. Toda Viegas, foram concedidos ao Mosteiro vários privilégios e doações por D. Afonso Henriques, consubstanciados nas duas Cartas de Couto, de 1132 e 1143. No início do século XIII, já na posse da Coroa Portuguesa, o Mosteiro é deixado em testamento por D. Sancho I a sua filha D. Mafalda, que chega a Arouca entre 1217 e 1220, após um casamento não consumado com o Rei de Castela. Entrega-se totalmente à vida monástica e eleva o Mosteiro a uma época de absoluto esplendor. Após a morte de D. Mafalda, o Mosteiro de Arouca continua a gozar de enorme prestígio, evocando a sua memória, a sua protecção e cultivando sua fama de santa. Em 1256, após a morte de D. Mafalda, o Mosteiro continua a gozar de enorme prestígio, passando a evocar a sua memória, a sua protecção e a sua fama de santa, o que veio a transformar-se em culto. Aclamada como santa pelo povo, foi beatificada em 1792, tendo o seu corpo ficado em repouso numa urna de ébano, cristal, bronze e prata, numa ala da Igreja do Mosteiro, para onde foi trasladada em 1793 (um ano depois da sua morte).
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O Mosteiro sempre assumiu, portanto, uma importância fundamental, seja ao nível da economia, da cultura e, obviamente, da religiosidade. Beneficiando de uma terra fértil, como o vale de Arouca, com o rio Arda e a protecção das montanhas da Freita, do Gamarão e da Mó, o Mosteiro de Arouca foi-se desenvolvendo, até assumir a imponência que hoje se lhe reconhece. Também nos tempos da Reconquista teve um papel vital, contribuindo para a reorganização do território (tanto do ponto de vista económico como em termos de produtividade), para fixar e proteger a população (tanto física como espiritualmente). A história de Arouca é, por isso, quase a história do seu Mosteiro. Aí, durante muitos séculos, o povo arouquense viveu, trabalhou, rezou e construiu a identidade que hoje lhe reconhecemos. |